"As obras de Suas mãos são verdade e justiça; Imutáveis os Seus preceitos; Irrevogáveis pelos séculos eternos; Instituídos com justiça e eqüidade." - Salmo 110, 7-8

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Segunda-Feira do Anjo

    

     Quero saudar todos os presentes e, seguindo uma boa tradição, dizer algumas palavras sobre o dia de hoje, segunda-feira depois da Páscoa, chamada Segunda-Feira do Anjo.

     Por quê chama-se assim? Me parece que é acertado esse nome: Segunda-Feira do Anjo. Convêm deixar um pouco de espaço à este anjo, que disse desde o mais profundo do sepulcro: "Ressuscitou".

     Essa palavra - Ressuscitou - era muito difícil de pronunciar, de expressar para uma pessoa humana. Também as mulheres que foram ao sepulcro o encontraram vazio, mas não puderam dizer: Ressuscitou; só afirmaram que o sepulcro estava vazio. O anjo diz mais: "não está aqui, ressuscitou".

     Isto só quem poderia dizer era um anjo, como foi também um anjo quem disse à Maria: "Conceberás um filho, que será Filho de Deus". Nenhuma pessoa humana poderia pensar em um Deus-homem, um Deus que se faz homem. Devia ser um anjo, enviado pelo Pai, ao dizer isto à Maria.

     É interessante comprovar como ao sepulcro, o Domingo de Páscoa, vão as mulheres, mas não Maria. Um escritor polaco diz que provavelmente estava muito cansada pelos acontecimentos, pelas orações em comum, e no momento em que saíram essas três mulheres para ir ao sepulcro, Maria não podia acompanhá-las.

     Mas o mesmo escritor assinala que ela, certamente, foi a primeira em receber a grande notícia. Ela foi a primeira a receber o anúncio do anjo da Encarnação, e ela também foi a primeira em receber o anúncio da Ressurreição.

     A Sagrada Escritura não fala disto, mas trata-se de uma convicção baseada no fato de que Maria era a Mãe de Cristo. mãe fiel, mãe predileta, e que Cristo era o Filho fiel à sua Mãe. Cristo sabia muito bem tudo o que Sua morte, Sua Paixão, havia custado à Sua Mãe; não queria deixá-La só, e assim, sob Sua Cruz, pensou em seguida em dar-lhe outro filho, um filho para protegê-La, para defendê-La.

     Certamente, o mesmo Cristo, no momento da Ressurreição, pensava em dar esta notícia, este anúncio, em primeiro lugar à Sua Mãe.

     Uma convicção que nos permite dizer, rezar, orar hoje e durante todo o período pascal: Regina Coeli, laetare. Isto é o que canta a Igreja, mas podemos dizer que este Regina coeli, laetare foi o primeiro anúncio da Ressurreição feita à Maria por um anjo. Assim explica-se o nome, a terminologia deste segundo dia de Páscoa, a Segunda-Feira do Anjo.


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