"As obras de Suas mãos são verdade e justiça; Imutáveis os Seus preceitos; Irrevogáveis pelos séculos eternos; Instituídos com justiça e eqüidade." - Salmo 110, 7-8

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O amor é mais forte que a morte

Santa Joana Francisca de Chantal

Certo dia, a bem-aventurada Joana disse estas fervorosas palavras, que foram imediatamente escritas com toda a fidelidade: 

"Filhas caríssimas: muitos dos nossos Santos Padres e colunas da Igreja não sofreram o martírio; porque julgais que isto aconteceu?".

Depois de cada uma de nós ter dado a sua resposta, a bem-aventurada Madre disse: 

"Eu creio que isto aconteceu assim porque há outro martírio, o martírio de amor, com que Deus, conservando a vida de seus servos e servas para que continuem a trabalhar para sua glória, os faz ao mesmo tempo mártires e confessores. Creio que as Filhas da Visitação são chamadas a este martírio e que, por disposição divina, algumas delas o conseguirão se o desejarem ardentemente".


Uma irmã perguntou como se realizava tal martírio. Joana respondeu: 

"Sede totalmente fiéis a Deus e experimentá-lo-eis. O amor divino lança a sua espada até ao mais íntimo e secreto das nossas almas e chega até nos separar de nós mesmos. Conheci uma alma a quem o amor separou de tudo quanto lhe agradava, como se um golpe dado pela espada do tirano lhe tivesse separado o espírito do corpo".


Percebemos que ela estava a falar de si mesma. Ao perguntar-lhe outra irmã sobre a duração deste martírio, ela respondeu: 

"Desde o momento em que nos entregamos a Deus sem reservas, até ao fim da vida. Mas isto faz Deus só com os corações magnânimos que, renunciando completamente a si mesmos, são fiéis ao amor; aos fracos e inconstantes no amor, não os leva o Senhor pelo caminho do martírio e deixa-os continuar a sua vida medíocre para que não se afastem d’Ele, porque nunca força a nossa vontade livre".


Por último, perguntámos-lhe com insistência se este martírio do amor poderia igualar o do corpo. A madre Joana respondeu: 

"Não nos preocupemos com a questão da igualdade. Mas eu creio que não tem menor mérito, pois o amor é forte como a morte, e os mártires de amor sofrem dores mil vezes mais agudas, conservando a vida para cumprir a vontade de Deus, do que se tivessem de dar mil vidas para testemunhar a sua fé, a sua caridade e a sua fidelidade".

A autora

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Filha da Santa Igreja Católica Apostólica Romana.