"As obras de Suas mãos são verdade e justiça; Imutáveis os Seus preceitos; Irrevogáveis pelos séculos eternos; Instituídos com justiça e eqüidade." - Salmo 110, 7-8

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

'Dá para escrever história do Brasil em 140 toques', diz autor de '1808'

UOL Notícias

"O jornalista Laurentino Gomes, autor do best-seller "1808", passou a manhã deste 7 de Setembro no Twitter. Postou uma série de fatos sobre o Sete de Setembro original - como hoje, um "dia ensolarado, luminoso e de céu azul" em São Paulo. "Descobri que dá para escrever a história do Brasil em 140 toques. E é muito divertido!!!", twitou.
Ainda ontem, Gomes, que já tem publicado alguns posts sobre o período a que se dedica e que prepara um novo livro, "1822", a ser lançado no ano que vem, anunciou: "Amanhã: como foi a jornada de d. Pedro de Santos a SP, a verdadeira cena do Ipiranga e a reação dos paulistas quando a notícia se espalhou".

O primeiro post de Laurentino, publicado por volta das 6 horas desta manhã, relata: "O dia 7 de setembro de 1822 amanheceu ensolarado e luminoso em SP. Antes do nascer do sol, D Pedro e sua comitiva já estavam de pé em Santos" (como o twitter limita 140 o número de caracteres, os autores de posts costumam "economizar" em sinais gráficos e letras). "Começava ali a jornada épica que o levaria às margens do Ipiranga e à declaração de Independência do Brasil por volta as 16h30".
Laurentino, nos posts posteriores, dá outros detalhes: a comitiva de d. Pedro partiu de Santos com dez pessoas, além da guarda de honra. Três dessas dez pessoas seriam testemunhas do episódio que ficou conhecido como "Grito do Ipiranga": o alferes Francisco de Castro Canto e Melo, irmão da futura Marquesa de Santos, o padre Belchior Pinheiro de Olivera e o coronel Manuel Marcondes de Oliveira Melo, comandante da Guarda de Honra e futuro Barão de Pingamonhangaba.

A presença de Belchior levou a internauta Flimamiller a brincar: "Está desfeito o mistério: Belchior viajou no tempo", em referência ao recente "sumiço" do cantor Belchior - ao que Laurentino respondeu: "Sim, tinha Belchior na comitiva de D Pedro. Mineiro e vigário de Pintangui".

Gomes narra outros fatos curiosos daquele Sete de Setembro: "Imaginem a surpresa dos moradores simples do litoral paulista ao ver a comitiva de D Pedro. Era a primeira vez que viam um príncipe de perto", escreve Laurentino. "Mas D Pedro nem de longe se parecia com um príncipe. Viajava como um dos milhares de tropeiros que faziam o mesmo percurso todos os dias."

Entre outros fatos, conta que Belchior, em seu relado, tratava a montaria de d. Pedro como uma "baia gateada": "Em resumo, uma mula sem nenhum charme, mas forte e segura - que era a forma correta de subir a serra naqueles tempos de caminhos difíceis."

Laurentino continuava publicando posts por volta das 13h, quando escreveu: "Foi nessa situação desconfortável e sem qualquer elegância que o primeiro imperador do Brasil viu o destino bater a sua porta 187 anos atrás".

A "cobertura completa" do Sete de Setembro de Laurentino está no endereço:
http://twitter.com/laurentinogomes."

3 comentários:

Dionatan da Silveira Cunha disse...

Esse Laurentino é um oportunista. Aguardem releitura de 1808 que está por vir. Esses livros; 1808 (vergonha em Portugal e no Brasil) e 1822, ajudam a compor a história contada pela répública, que difere um "pouco" dos fatos reais.

escritores deste nível são dispensáveis ao Brasil. Fingem entender do assunto, quando na verdade se apoiam em um bando de bajuladores, com currículo rodado pela imprensa marrom.
...

Dionatan da Silveira Cunha

Sara Rozante disse...

Dom Luiz à Revista Catolicismo (não sei qual edição):
"O escritor Laurentino Gomes –– a meu ver, falho em diversos aspectos ––..."

Não li esse livro ainda, mas por essa entrevista de Dom Luiz já dá para se aperceber que tipo de estória nos conta.
Obrigada por vosso comentário, Dionatan.
Deus lhe abençõe!

Sara Rozante

Dionatan da Silveira Cunha disse...

Sara, o título do livro 1808 já traz uma parcial do que é o escritor. Diz que Dona Maria I era louca e Dom João VI era medroso. Típico da répública! Se contenta com que contam os livros de estória. Ridículo.

Se não leu o livro, nem leia, não perca tempo.

Deus abençõe a todos nós!

Dionatan da Silveira Cunha.

A autora

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